Morro de saudades de você
Morro de saudades daquele tempo
Que eu sei que não voltará
Por que ele já se foi
Tenho saudade, mas muita saudade
Do que poderia acontecer
Reencontrar você
Reconhecer você, reolhar pra você
E enxergar você de novo
Tenho muitas saudades de você.
Eu quero lhe reencontrar
Se você ainda for a mesma
Eu quero lhe reconhecer
Se ainda for a mesma essência
Eu quero
Devagarzinho pra gente não se assustar
Quero devagarzinho voltar a lhe falar
Saber dos seus planos
Voltar a lhe admirar
Não quero continuar consentindo
Em perder minha melhor amiga
Eu já fui sua
Hoje somos boas lembranças
Mas estamos vivas
Quero ser presença
Quero ter presente
Quero ser presente!
Literatura é vida! E aqui estamos sentindo e compartilhando desse amor... Se você também é apaixonado por língua portuguesa (e outras línguas também), literatura, livros e cultura em geral, siga-nos e nos acompanhe. Prazer!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Urbanidade
na cara dura
chego a idade
alta
dura
adulta
ditadura
idade de urbe
urbanidade
urge e dá de
cara dura
adulta dura
dura
dura
e a urbe
urge
Ser dona de casa ou dona da calçada?
Minha amiga, Érica Maria (outra flor canora) disse que queria ser dona de casa (recomendo: anoitecida.blogspot.com).
"Eu queria era ser dona de casa/ Juro/ Cuidar de marido, de filho...
Porque as mulheres inventaram de ser independentes?"
Sobre a minha experiência de dona de casa, eu tenho que confirmar algo que minha mãe já havia dito: não nasci pra isso. Ela sempre disse que eu seria uma ótima profissional, uma empresária, alguém que viveria pro trabalho, mas que não seria uma boa dona de casa... Ainda bem que ela não falou nada sobre filhos, porque eu ainda tenho esperanças de ser uma boa mãe, coisa que ainda não me aventurei a tornar-me...
No entanto, eu acho que não tem como ser tudo ao mesmo tempo não, né?
Eu vejo tantas mulheres lutando tanto, com tanta dificuldade, pra ser tudo ao mesmo tempo: mãe, mulher (no sentido feminino da coisa), esposa (no sentido sensual das coisas...), profissional, e em tudo ela tem que ser competente. Uma excelente esposa e mãe. Uma excelente profissional, e além de tudo, linda.
Não há santo que aguente tanta cobrança, tanta promessa!
Algumas são muito bem sucedidas, mas eu sempre me pergunto: ela está feliz consigo mesma? Ela não estaria em busca de agradar a todos, e esqueceu-se dela? Da própria satisfação?
São tantas as cobranças sobre nós, que diante de qualquer piadinha machista, não conseguimos sorrir da ironia do destino, mas nos acabamos em revolta de gritos e caretas. E ainda ficamos com fama de tensas e complicadas... Como se vivêssemos em TPM...
Não somos iguais, nem mulheres, nem homens. É muito difícil encontrar um homem que se esforce em ser tão perfeito quanto nós mulheres. Até por que eles não se interessam muito por tantas esferas diferenciadas quanto nós, né?
Com eles, é só trabalho, ou só ser marido, ou só ser pai... Mas, o que se vê é o esforço exaltado em ser apenas um, e um esporço moderado em alcançar as outras esferas...
Pois eu queria somente poder ser, mas não TER que ser dona de casa. Queria poder ser só de vez em quando... Quando eu quisesse e não me sentir obrigada.
O que sou de melhor mesmo é "dona da calçada". Vivo batendo perna, correndo atrás do meu trabalho, do meu sucesso profissional, andando com as pernas cansadas, os braços carregados, pensando "vamo com fé, que eu chego lá". Mesmo quando lá, naquele momento, é a minha casa, e a fé é o que me faz continuar caminhando apesar do calo nos pés; é o pensamento que tenho que quando eu chegar em casa, vou largar todos os livros que pesam em meus braços e poder tomar um banho pra limpar tudo o que se impregnou em mim.
Tenho sido uma boa dona da calçada. Ela é a minha companheira constante. E ainda bem que não tenho me deparado com os buracos que me fazem cair...
"Eu queria era ser dona de casa/ Juro/ Cuidar de marido, de filho...
Porque as mulheres inventaram de ser independentes?"
Sobre a minha experiência de dona de casa, eu tenho que confirmar algo que minha mãe já havia dito: não nasci pra isso. Ela sempre disse que eu seria uma ótima profissional, uma empresária, alguém que viveria pro trabalho, mas que não seria uma boa dona de casa... Ainda bem que ela não falou nada sobre filhos, porque eu ainda tenho esperanças de ser uma boa mãe, coisa que ainda não me aventurei a tornar-me...
No entanto, eu acho que não tem como ser tudo ao mesmo tempo não, né?
Eu vejo tantas mulheres lutando tanto, com tanta dificuldade, pra ser tudo ao mesmo tempo: mãe, mulher (no sentido feminino da coisa), esposa (no sentido sensual das coisas...), profissional, e em tudo ela tem que ser competente. Uma excelente esposa e mãe. Uma excelente profissional, e além de tudo, linda.
Não há santo que aguente tanta cobrança, tanta promessa!
Algumas são muito bem sucedidas, mas eu sempre me pergunto: ela está feliz consigo mesma? Ela não estaria em busca de agradar a todos, e esqueceu-se dela? Da própria satisfação?
São tantas as cobranças sobre nós, que diante de qualquer piadinha machista, não conseguimos sorrir da ironia do destino, mas nos acabamos em revolta de gritos e caretas. E ainda ficamos com fama de tensas e complicadas... Como se vivêssemos em TPM...
Não somos iguais, nem mulheres, nem homens. É muito difícil encontrar um homem que se esforce em ser tão perfeito quanto nós mulheres. Até por que eles não se interessam muito por tantas esferas diferenciadas quanto nós, né?
Com eles, é só trabalho, ou só ser marido, ou só ser pai... Mas, o que se vê é o esforço exaltado em ser apenas um, e um esporço moderado em alcançar as outras esferas...
Pois eu queria somente poder ser, mas não TER que ser dona de casa. Queria poder ser só de vez em quando... Quando eu quisesse e não me sentir obrigada.
O que sou de melhor mesmo é "dona da calçada". Vivo batendo perna, correndo atrás do meu trabalho, do meu sucesso profissional, andando com as pernas cansadas, os braços carregados, pensando "vamo com fé, que eu chego lá". Mesmo quando lá, naquele momento, é a minha casa, e a fé é o que me faz continuar caminhando apesar do calo nos pés; é o pensamento que tenho que quando eu chegar em casa, vou largar todos os livros que pesam em meus braços e poder tomar um banho pra limpar tudo o que se impregnou em mim.
Tenho sido uma boa dona da calçada. Ela é a minha companheira constante. E ainda bem que não tenho me deparado com os buracos que me fazem cair...
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