Que imagem nós temos da professorinha de antigamente? Aquela professora bem senhora, enrugada, que sempre usava óculos e anágua? Ou seria a imagem da professora Helena, de Carrossel? Aquela que parecia mais uma princesa de tão linda e perfeita, e que nos fazia suspirar, meninos e meninas, diante de sua docilidade e perfeição?
Bem, não é assim que vemos hoje as nossas professoras... Se não forem tão senhoras, como a primeira descrição (existem as que insistem em embrutecer junto com o tempo!)
Se ela trabalha com crianças, fala papelzinho, tarefinha, cabelinho) e tende a se vestir de modo infantil (estampa de bichinhos, personagens de desenho animado, presilha no cabelo...). Além de ficar mais flexível e doce: Só dessa vez você vai, viu, queridinho?
Se trabalha com adolescentes também permanece adolescente: usa o cabelo comprido, jeans e tênis, fica mais intolerante e paquerador (não dentro da sala, óbvio!). Sempre tem um aluno (ou aluna, né?) apaixonado(a) por ela...
Se trabalha com adultos, fica regrada. Conta com a compreensão da turma, veste-se sempre muito elegantemente e deve usar o cabelo preso ou curto, além de um perfume marcante, porém sóbrio.
Ao prestar assessoria a idosos, a professora também vai manter as características de sua turma: vai ser muito bem-humorada, vai ser também muito crítica (criticando a tudo e a todos), vai sofrer de esquecimento e vai se vestir com tons neutros e peças discretas (nada de decotes, senão “mata o velho!”).
Mas o que é mais importante perceber é que, na medida em que a turma vai se adaptando ao professor e conhecendo-o, nessa mesma medida o professor se assemelha a sua turma, em verdade.
Agraciados são aqueles que lecionam aos mais novos de espírito e, com isso, prolongam sua juventude. Mas, independentemente do público, a professora é sempre uma mente jovem a renovar saberes e poderes nas pessoas...
Só lhe falta liberdade para dispor dessa juventude...
Literatura é vida! E aqui estamos sentindo e compartilhando desse amor... Se você também é apaixonado por língua portuguesa (e outras línguas também), literatura, livros e cultura em geral, siga-nos e nos acompanhe. Prazer!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Encadeados
Estamos “grudados” um no outro. Ou presos, mais que unidos. Emparelhados (ou empareados), encangados. Mais unidos do que isso só se fôssemos um só!
Pela manhã você me espera á mesa do café. Acompanha-me durante a manhã nas músicas que eu ouço e nas manchetes de TV.
É claro que na hora do almoço você não me daria folga!
E à tarde, já me espera no meu local de trabalho!
Está no meu computador, nos meus escritos mais despretensiosos, nas fotos que eu tiro, nos e-mails que eu mando...
Cruza meu caminho através de um qualquer, fala comigo através de outdoors, surpreende-me através de alguém em quem esbarro na rua...
À noite, vai comigo pra cama e como se não bastasse, ainda aparece em meus sonhos...
Realmente, não é brincadeira quando eu digo que meu trabalho me persegue...
Pela manhã você me espera á mesa do café. Acompanha-me durante a manhã nas músicas que eu ouço e nas manchetes de TV.
É claro que na hora do almoço você não me daria folga!
E à tarde, já me espera no meu local de trabalho!
Está no meu computador, nos meus escritos mais despretensiosos, nas fotos que eu tiro, nos e-mails que eu mando...
Cruza meu caminho através de um qualquer, fala comigo através de outdoors, surpreende-me através de alguém em quem esbarro na rua...
À noite, vai comigo pra cama e como se não bastasse, ainda aparece em meus sonhos...
Realmente, não é brincadeira quando eu digo que meu trabalho me persegue...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
ócios do ofício
eu queria às vezes morrer pro mundo
e poder somente
escrever tudo
o que está aqui dentro
sem parar, sem esquecer, sem deixar pra lá,
...nem pra depois
Mas não dá
e fica pra nunca mais...
e poder somente
escrever tudo
o que está aqui dentro
sem parar, sem esquecer, sem deixar pra lá,
...nem pra depois
Mas não dá
e fica pra nunca mais...
Assinar:
Comentários (Atom)