quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Crescer... com Floriano peixoto.

Nunca um presidente me causou tanto problema! A culpa foi dele: Floriano peixoto! Que raiva! Porque eu não disse logo ao mototaxista que eu queria ir para essa rua? Mas eu resolvi dizer que ia pra UEPB! Grande burrada!
Agora eu estou no ônibus pra voltar pra João Pessoa, com fome, porque dei todo o meu dinheiro ao tal mototaxista que me atrapalhou! Estou voltando sem almoçar porque resolvi pegar o primeiro ônibus de volta, e são 13h! Eu poderia ter tirado o dinheiro no caixa rápido, mas quando eu comprei a passagem, já era quinze pra uma e eu ainda tinha que ligar pro Gatinho pra dizer que eu estava saindo. Essa ligação até poderia ser feita enquanto eu fosse andando para o caixa rápido, mas como os meus telefones celulares descarregaram, eu tive que ligar do orelhão. Na verdade, esperar que ele retornasse a ligação. Restaram, enstão, 5 minutos para eu contar minhas moedas, comprar alguma coisa e embarcar. Resolvi desistir das moedas...
No ônibnus, vejo a menina ao meu lado fazendo ligações em um telefone legal, enquanto wu queria tudo com o aparelho dela: fazer ligações, mandar mensagens, entrar na internet...
Lembrei que eu tinha um achocolado na bolsa e vejo um burrinho brincando de estátua na estrada... Diminuem a fome e a tristeza...
Rememorando o que eu fiz, o que eu deveria ter feito, o que aconteceu, o que vai acontecer... Me dá uma vontade de mentir pra minha coordenadora a quem tive que encarar pra dizer que faltaria ao trabalho por causa dessa inscrição exclusivamente matutina... Qual não vai ser a cara dela quando eu disse que  tudo deu errada e eu acabei SEM fazer a inscrição? Vai parecer que eu menti o tempo todo! Vai parecer que eu faltei porque quis e viajei pra fazer alguma outra coisa e gastei dinheiro pra ser otária!
Quem sabe se eu mentir dizendo que deu tudo certo, ela acredite?
Suspiro... É isso! Crescer é encarar alguém que vai duvidar da verdade e achar a mentira mais verossímil. É ver sua expectativa de tudo dar certo desmoronar na garupa de uma moto. É não perder as esperanças, apesar da fome e da distância de casa...
Ainda bem que crescer ainda me permite chorar e dormir...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nem sempre é todo dia...

Às vezes a gente acorda com aquela vontade de lembrar e de reviver... Pois tem dias em que a gente tem mais hormônios genéricos no corpo, tem um calor e um frio por dentro...
Algo que não se sabe, e sabe... Quando se lê, se sabe... Quando se sente, se sabe...

Às vezes não adianta falar, lavar as mãos, lavar o corpo todo!
Às vezes não adianta se coçar, pegar, procurar... Às vezes não adianta olhar as mãos, acariciar o lençol, chamar pelo nome...
Não adianta olhar fotografias, ouvir uma música ou dançar uma valsa pela casa solitária...
Não adianta fazer telefonemas ou escrever uma mensagem...
Não adianta abrir as portas, olhar pela janela ou fechar os olhos...
Não adianta andar pela rua, soltar os cabelos, e dar aquele suspiro...
Não adianta falar para a geladeira ou para os vizinhos "o que é que há?".

Às vezes, não adianta explicar...
Só dá mesmo pra viver
Só dá pra viver
Tem-se que viver
essa aventura...